Pensamentos VIII
Maio 17, 2006
21 – A sociedade atravessa um surto de feminilização. Como consequência disso, o género masculino está cada vez mais sensível, mas também passou a agir de forma sub-reptícia, coscuvilheira, distante, fria, racional. O homem viril e brutalmente directo extingue-se…
PS: Como este pode ser comentado de muitas formas e tem mais texto que a média, não ponho mais para já.



Maio 17, 2006 ás 2:36 pm
Que pensamento, meu caro! A perda das qualidades da masculinidade… todas elas sóbrias… é um dos grandes sintomas do declínio da Civilização! Oportuno, muito oportuno.
Strong blood!
Maio 17, 2006 ás 4:39 pm
Ora..ora este pensamento é profundo!!Como mulher acho que o problema dos homens é que as mulheres tornaram-se mais arrojadas e com o dom da iniciativa..o que pode por vezes excitar (salvo seja)o homem mas ao mesmo tempo causa algum medo porque é o ínicio da extinção da afamada figura do machão.
he!he!Que mazinha que eu sou…
A mulher gosta de ser surpreendida e não dispensa uma boa dose de romantismo mas também não diz que não a um homem mais “atrevidote”.Acho que é tudo uma questão de equilibrio!!
Cada vez mais os dois sexos se fundem na maneira de pensar e de agir…é uma questão de igualdade.
Não acho mal que um homem adquira um pouco de sensibilidade…faz-lhe bem sofrer um boacadinho
Bom não digo mais nada que já me engataram um trabalhinho jeitoso a traduzir um textinho em francês …
beijinhos
blue
Maio 19, 2006 ás 9:55 am
Vejamos, para já estás a insinuar que todas essas características são femininas. Depois, que todas elas se implicam umas às outras. Depois, conheço mt homem “viril e brutalmente directo”. É algo que se extingue por entre as massas, sim, contudo se há coisa que as massas não têm é vontade própria e força de carácter em primeiro lugar. Não posso dizer que concorde a 100% com esta frase, e o pouco que ela me diz é demasiado elementar.
Ah, e é sempre bom ver-te outra vez em actividade. Posta mais
Maio 19, 2006 ás 8:42 pm
Mais uma vez a tua leitura rápida e pensamento simplificado não te permitem reflectir realmente. Eu não disse “extinguiu-se”, mas sim “extingue-se”. Essas características na sua génese são de facto femininas, à excepção da racionalidade.
Maio 19, 2006 ás 11:48 pm
Sim, realmente é oportuno, muito menos, os homens estão a perder a vergonha e os preconceitos, estão a ficar mais femininos… Eu acho que é bom, porque o gajo tipo ‘machão’ já não convence ninguém lol.. acho que cada vez precisamos mais de sermos compreendidas e eles pelos vistos repararam, então começaram a ‘evoluir’ e crescer, tendem a igualar-se a nós (claro que nunca hão-de conseguir
), mas claro que por outro lado, tem os danos colaterais, começam a aparecer cada vez mais certas personagens, um pouco estranhas, que não sabemos bem se é uma coisa ou outra… Mas eu definitivamente ‘voto’ nos homens sensíveis!
Maio 24, 2006 ás 11:42 pm
Faltam GAJOS!;)
Maio 28, 2006 ás 8:50 am
Isso é uma grande mentira, desde que me conheço como gente, e já lá vão uns bons anos… os homens sempe foram coscuvilheiros, sempre tiveram características, normalmente atribuidas apenas às mulheres, só que eram encobridas, por apertos de mãos fortes, braços de ferro e tradicional, cuspir po chão. Meus caros, no fundo no fundo, homens e mulheres são muito parecidos, a única coisa que nos distingue realmente, é a maneira como lidamos como amor, e para ser sincera, esse campo cada vez é menos desigual… Tamos a caminhar para uma igualdade, que sempre foi nossa por direito, e poucos a consentiam, claro que essa igualdade trás coisas boas e coisas más, mas nunca vai tornar os homens mais femenino, apenas não os tem repremido tanto, por que já não tem tanta pressão sobre eles, já não tem tanta responsabilidade, e com a responsabilidade vem sempre a imposição de alguma postura, própria à dita posição, se essa mesma posição já não é requerida o memso acontece à postura. Por isso não culpem as mulheres por aquilo que vocês realmente são. Podiam era tentar diminuir a percentagem de estúpidez masculina, que tenta sempre empurrar a sua própria culpa, para os outros. Cresçam e apareçam meus queridos, que é isso que vos falta. Assumam essa responsabilidade e assim talvez recuperem a vossa alegada masculinidade perdida.
beijos
Lipa
Maio 28, 2006 ás 8:03 pm
E alguém falou dos últimos 20 anos que tu viveste? Desde quando isso é “tempo”?
Tanta fúria e tão pouca precisão. E julgamento enviesado. Lê coisas mais antigas. O homem que conheces da tua “experiência” de vida, não é o homem que sempre existiu.
E onde está esse empurrão para cima das mulheres? Leste bem ao menos? Feminismo bacoco é péssimo.
As mentiras só existem para quem não conhece a verdade.
Maio 29, 2006 ás 5:08 pm
O genero masculino esta, d certo, a ficar cd vez + feminizado e o dito “machão” a desaparecer.
O teu pensamento pelo meu ver, ta correcto, e sendo isto um surto, devera acabar.
Gostei deste pensamento:P =)
Posta mais
Bj gd
Maio 29, 2006 ás 8:11 pm
A sociedade está na onda de feminização pois a comunicação social assim o quer…
O homem rude e violento sempre teve ao longo destes anos no auge e exemplo de comportamento da sociedade. Como os media procuram o que é invulgar e insólito começaram a focar mais aqueles que eram “diferentes” ou a excepção á regra.
E manipuladora como a comunicação social é acaba por introduzir o conceito de feminismo na cabeça de todos. Onde antes era motivo de orgulho agora passou a ser visto com motivo de vergonha e decadência…
Pessoalmente vejo esta transformação com alguns aspectos positivos, já que alguns dogmas e conceitos absurdos desapareçem. Por outro lado leva-nos a interrogar até que ponto somos cordeiros para nos deixarmos levar atrás dos outros…
Julho 11, 2006 ás 10:47 am
Comentando detalhadamente:
“A sociedade atravessa um surto de feminilização.” – certíssimo e incontestável: ainda ontem, em casa alheia, a uma refeição, a televisão, sintonizada na RTP, mostrava uma SPA para homens que, dizia o repórter, queriam cuidar da sua aparência – sem pôr em causa o cuidado com a higiene e o corpo que é próprio ao ser humano social, penso que, no entanto, facilmente se percebe como este exemplo ilustra o que tu afirmas.
“Como consequência disso, o género masculino está cada vez mais sensível” – certíssimo, de novo, mas sou obrigado a dizer que esse movimento de sensibilização, a meus olhos, tem já uma origem anterior e começou com o romantismo (curioso que, ao longo de os comentários já feitos, tantas vezes se tenha resvalado para o tema do amor, que, como sabemos, domina o romantismo). Desde a época romãntica é que começamos com essas “fraquezas de coração” tão acerbamente criticadas pelo Eça n’Os Maias, mas que produziram clássicos como Werther de Goethe. Esquivo-me a fazer aqui um juízo de valor sobre elas, positivo ou negativo, já que seria um pouco off-topic.
“mas também passou a agir de forma sub-reptícia, coscuvilheira, distante, fria, racional.” – como já alguém aqui apontou, e tu confirmaste (excluindo contudo a racionalidade) agrupas aqui um conjunto de características cuja raiz remontas ao género feminino. Posso ceder no “sub-reptícia, coscuvilheira”, mas parece-me errado atribuir ao feminino a distância e a frieza que, pelo menos, tanto quanto saiba, no senso comum são bem mais ligadas ao homem do que à mulher. A imagem tradicional da mulher (agora me lembro que no fórum temos uma discussão a correr sobre isso) sempre a coloca como de coração quente, sentimental, inflamada, que se entrega em demaisa às coisas, sem conservar a distância crítica necessária que, nessas lendas antigas, torna assim o homem superior para ser o estratega e o rei. Gostava que explicasses melhor porque associas essas características ao género feminino, se historicamente elas me parecem, pelo pouco que sei, ligadas ao outro.
Quanto à questão do racional, penso – posso estar a ler mal – que ele aparece aqui na mesma linha que o “distante, fria” e que não é mais que um prosseguimento da linha de pensamento anterior já comentada.
“O homem viril e brutalmente directo extingue-se…” – certíssimo. A questão que agora se nos põe é: é tal facto de lamentar? Lembro-me – sei não ser essa a tua intenção, ainda que alguns o possam ler nas entrelinhas – do trabalho que fiz sobre os futuristas e a forma como eles exaltavam esse homem viril que opunham à fraqueza feminina, que desprezavam. Parte curiosa: o próprio fundador do movimento se casou e foi graças à sua mulher que chegou mesmo a conseguir publicar no “Figaro” o Manifesto Futurista em primeira página. Apartes estes à parte, a verdade é que, a meu ver, essa imagem viril do homem é, francamente, negativa, no geral – de que serve ser “brutalmente directo”? Nunca o mundo melhorará, parece-me, se insensivelmente nos relacionarmos com os outros: assim não se constrói paz ou unidade ou um futuro comum, pelo contrário, alimentam-se, tantas vezes, mal-entendidos aborrecidos.
Em suma: concordo com algumas constatações do teu pensamento, mas discordo do pensamento base que lhe pareço descobrir.
Julho 20, 2006 ás 1:42 am
Uma simples pergunta?
O que é o Homem sem a Mulher ou vice-versa
Sabes me responder
Julho 21, 2006 ás 5:08 am
Concordo com o teu pensamento.
Um abraco beirao.
Espero nao ser muito femenino!–>